Quais os novos perfis profissionais que nascem com a Indústria 4.0?

Você nunca viu um anúncio para contratar esses profissionais, mas as indústrias já estão precisando deles: o Técnico de Internet das Coisas e do Técnico em Cybersistemas.

Foi para a criação desses dois novos perfis profissionais, que a UNIEPRO (Unidade de Estudos e Prospectivas), da Diretoria de Educação e Tecnologia (DIRET), organizou mais um Painel de Especialistas Indústria 4.0, nesta segunda-feira (6/5).

Os dois novos profissionais que trabalhamos [Técnico de Internet das Coisas e do Técnico em Cybersistemas] surgiram mais de uma vez, quando outros especialistas de empresas e do SENAI discutiram e debateram o impacto da /Indústria/ 4.0 nos setores industriais do Brasil. Com isso, SENAI, de forma proativa, percebeu que precisava criar um perfil profissional e criar desenhos curriculares”, explicou Marcello Pio, especialista de desenvolvimento industrial e coordenador do Painel de Especialista.  Pio também ressaltou que esta foi a primeira vez que o sistema de prospecção alimentou o processo – as informações geradas identificaram a necessidade e retornaram, para a criação dos novos perfis. 

Alexi Condor, diretor executivo da DataBot Software Intelligence, já está em busca desses perfis e precisa lidar com o treinamento. “A gente precisa do profissional e não pode ficar para trás. Então, a gente mesmo acaba formando, ensina o que precisa. Se perde um tempo muito grande com isso. Tempo e energia. Seria muito melhor se ele já viesse pronto”, afirma Condor. Ele ainda arrisca: “A partir do momento que um grupo [industrial] se movimentar de forma mais efetiva, jogar dinheiro em cima disso, vai ter um boom de demanda de mão de obra. Eu não acho que isso passa de 3 a 4 anos. E está muito mais perto do que a gente imagina.”

Hugo Crispim, engenheiro de desenvolvimento de negócios da SIEMENS, também compartilha dessa ideia e completa: “Mesmo em grandes fabricantes, até nós precisamos ser preparados para as tecnologias que estão vindo. A gente já tem muita demanda vinda do mercado para entender o que é a indústria 4.0, para saber como eles já podem começar a fazer a implantação. Não é simplesmente a pessoa ter seu parque industrial e querer que isso aconteça em um mês. É um processo gradual, mas iniciado, tende a ser exponencial e esses profissionais serão cada vez mais demandados”.

Durante o Painel, o comentário dos participantes foi unânime: a tecnologia já existe, a necessidade já existe e todo mundo está ciente. E a iniciativa de criação de perfis e cursos, que partiu do SENAI, é fundamental nesse processo.

Os resultados do Painel de Especialista são insumos para os Comitês Técnicos Setoriais Nacionais (CTSN) do SENAI, tanto para a revisão como a  criação de novos cursos.

Participaram deste Painel:

Alexandre Baroni, consultor da Bemodular;

Alexi Condor, diretor executivo da DataBot Software Intelligence;

Allan Teixeira Mendonça, especialista do SENAI-RJ;

Aroldo Paulino, instrutor do SENAI-DF;

Carlos Alberto José de Almeida, técnico de ensino do SENAI-SP;

Dionatan de Liz, instrutor SENAI-SC;

Everton Trigo, gerente de engenharia da Auttom Automação e Robótica;

Fabiano Salvi Barbosa, instrutor do SENAI-RS;

Felipe Alencar Lopes, professor do Instituto Federal de Alagoas;

Hugo Crispim, engenheiro de desenvolvimento de negócios da SIEMENS;

Marcelo Rodrigues, gerente de produto da Ska;

Marcos Antônio Felizola, coordenador técnico do SENAI-SP

Nívio Fialho, diretor da Unidigital;

Virgílio Caparelli Fonseca, instrutor do SENAI-GO.

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