Você tem cultivado a cultura do feedback no seu ambiente de trabalho?

Ao se consultar o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, têm-se a definição de feedback como: informação que o emissor obtém da reação do receptor à sua mensagem, e que serve para avaliar os resultados da transmissão. Mas quem é gestor de pessoas ou simplesmente busca sempre estar atualizado com ferramentas de gestão sabe que o significado da palavra feedback extrapola sua definição como verbete, principalmente na visão dos que já reconhecem a importância de se fomentar a cultura do feedback por parte de todos os colaboradores para se conseguir retratos fiéis da cultura organizacional da empresa.

Para Eugênio Mussak, professor, palestrante e empresário, autor do livro “Gestão Humanista de Pessoas”, o feedback é um importante recurso presente nas relações humanas que consiste em fornecer e receber opiniões alheias acerca de um fato ou comportamento. “Porém, nem sempre é fácil praticá-lo, pois é preciso predisposição de ambas as partes para que sejam gerados bons resultados”, elenca o autor que explica em sua obra que, diferente de outras culturas, no Brasil as pessoas associam o feedback a sentimentos de medo e desconforto.

 

COMO DAR UM FEEDBACK DE FORMA EFICAZ NO AMBIENTE DE TRABALHO?

Uma estrutura criada e difundida pelo Instituto Brasileiro de Inteligência Corporativa (IBIC) é a técnica SCI, que significa Situação, Comportamento e Impacto. Trata-se de um modelo simples, que orienta a construção do discurso de feedback. Essas siglas podem ser entendidas da seguinte maneira:

Situação: consiste em situar o receptor com clareza sobre o tema que está sendo abordado, incluindo a descrição da ocasião em que o comportamento ocorreu. Expressões rígidas como “sempre” ou “nunca” são descartadas, para apresentar a situação de uma forma mais empática e solícita.

Comportamento: consiste em relatar as ações ou exemplos específicos que caracterizam o comportamento do receptor. Não inclui opiniões pessoais ou generalizações feitas pelo emissor.

Impacto: consiste na descrição das consequências causadas pelo comportamento do receptor, isso é, como as pessoas reagiram a essa ação e os resultados obtidos.

 

FEEDBACK NA REDE

Nos últimos anos, as grandes empresas têm estimulado a avaliação dos seus usuários e até bonificado aqueles que avaliam suas experiências. Isso porque a chegada das lojas virtuais atrelada ao boom das redes sociais fomentou a criação de fóruns de consumidores online e de ferramentas de pontuação de estabelecimentos que surgiram para dar credibilidade e confiança aos consumidores dos e-comerces e contribuíram nos últimos anos para o crescimento da cultura do feedback no âmbito das relações online. Estão aí os sites de reputação digital como o Reclame Aqui, Tripadvisor, Booking, Yelp e Apontador como exemplos deste fenômeno.

Pensando justamente em fomentar a cultura do feedback por parte da população brasileira, o jornalista Vilnor Grub criou, em 1999, o Elogie Aki, um site para registrar elogios e críticas a toda a cadeia de relações humanas, comercial ou social. Associados a um logaritmo, estes registros geram uma pontuação aos estabelecimentos mencionamos e - o mais importante - faz com que o feedback recebido chegue aos gestores: “Desenvolvemos metodologias próprias de avaliação dos elogios para criar métricas e indicadores confiáveis tanto para quem quer saber o que melhor lhe convém como para quem quer aprender a se relacionar bem com nossa comunidade”, explica Grub.

 

PARA SABER MAIS

O curso Feedback disponível no site da Unindústria, com carga horária de 2h, apresenta um panorama diferenciado a respeito da importância desse recurso no mercado de trabalho atual em que as empresas não exigem somente competência profissional de seus colaboradores, mas, também, maturidade e bom convívio em equipe, algo essencial para a prática do feedback

Matricule-se, clicando aqui.

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Com informações do livro “Gestão humanista de pessoas” (Eugênio Mussak), portal IBIC e Elogie Aki.